Filme conta história da conquista do terceiro mundial, de 2005. Produtores alegam incompatibilidade na agenda para colher depoimento do treinador
Produtores e diretor são-paulino falam sobre filme(Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)
O filme mostra imagens exclusivas feitas pelo clube e por torcedores desde o embarque da delegação tricolor para o Japão. Relata a festa feita no aeroporto de Cumbica, a intimidade dos atletas no avião e detalhes dos treinos e dos jogos contra o Al-Ittihad e Liverpool, este último realizado no dia 18 de dezembro e que terminou com a vitória tricolor por 1 a 0, gol marcado pelo volante Mineiro.
Cinco atletas do time campeão falam durante o filme: Rogério Ceni, o protagonista da produção, o zagueiro Lugano, o volante Mineiro e os atacantes Aloísio e Amoroso. Quatro torcedores selecionados pela produção também dão depoimentos: um que esteve no Japão, outro que viu a decisão em uma escola de samba na capital paulista, um terceiro que estava preso em um quartel militar e um quarto que estava fazendo intercâmbio nos Estados Unidos e só conseguiu acompanhar a decisão porque um amigo ligou uma webcam apontada para a televisão de sua casa.
Capa do filme Soberano 2, do São Paulo(Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)
Além dos personagens tricolores, dois outros se destacam: um torcedor do Liverpool, que foi encontrado na comunidade brasileira da equipe inglesa, e o auxiliar mexicano Hector Vergara, que teve papel decisivo na conquista brasileira ao acertadamente anular os três gols do time inglês na decisão. Em dois, os atacantes estavam impedidos, e, no terceiro, a bola que saiu da cobrança de escanteio deu a volta por fora do campo antes de chegar à área.
O Corinthians, maior rival, também é lembrado durante o filme. Isso porque, logo no início da partida, um torcedor alvinegro invadiu o gramado do estádio de Yokohama e atirou um boneco do personagem Bambi (usado para provocar os são-paulinos) no goleiro Rogério Ceni. Os próprios atletas ressaltaram que isso foi fundamental para que o time se acalmasse em campo e pudesse perder o medo de enfrentar a equipe inglesa. O médico na época e hoje conselheiro Marco Aurélio Cunha é quem dá a pitada de ironia sobre o ocorrido.
- Aconteceu tudo dentro do esperado. O São Paulo foi campeão mundial e o torcedor corintiano acabou preso.
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