Com forte apoio da torcida no estádio Nacional, donos da casa saem na frente, mas cedem empate após falha de goleiro titular, que ainda é expulso
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Os dois gols da partida foram parecidos, com falhas dos goleiros. O da polônia teve Lewandowski, principal destaque do time, eleito craque da partida, como autor. O da Grécia foi feito por Salpingids.
O resultado, válido pela primeira rodada do Grupo A, manteve o incômodo tabu para os anfitriões da Euro. Nas duas últimas edições, em 2004 e 2008, Portugal e Suíça, assim como a Polônia agora, saíram sem sentir o gostinho da vitória em seus domínios.
Torcida da Polônia faz festa impressionante no estádio, mas sai sem vitória (Foto: Agência Reuters)
Goleiro Szczesny afasta uma das raras chances daGrécia no primeiro tempo (Foto: AFP)
Para ajudar ainda mais, o estádio, com a cobertura fechada, parecia, de fato, uma panela de pressão. E nesse clima, sob um barulho ensurdecedor dos fãs que não paravam de gritar “Polska, Polska, Polska”, a seleção da Polônia começou o jogo de forma intensa, encurralando os gregos e criando oportunidades atrás de oportunidades.
A mais clara delas veio logo aos quatro minutos. O meia Murawski pegou rebote na entrada da área e obrigou o goleiro grego Kostas Chalkias a se esticar todo e espalmar para escanteio.
Gol do Borussia Dortmund
Essa blitz polonesa acabou dando resultado aos 18 minutos. E numa jogada que ajudou o Borussia Dortmund a ganhar os dois últimos títulos do Campeonato Alemão: cruzamento do meia Kuba e cabeçada mortal do atacante Lewandowski.
A dupla da equipe germânica contou também com a colaboração de Chalkias, que saiu mal do gol, permitindo que o camisa 9 polonês levasse o estádio Nacional de Varsóvia ao delírio.
“Jeszcze jeden!”
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O gol não diminuiu o ritmo dos donos da casa, que, sob os gritos de
“Jeszcze jeden!” (uma espécie de “mais um”, em polonês), seguiram
criando chances.E se a vida da Grécia já estava difícil – acuado, o time do técnico português Fernando Santos até conseguia ter mais posse de bola, mas só conseguia ameaçar a meta rival em esporádicas jogadas aéreas -, o árbitro Carlos Velasco Carballo complicou ainda mais no fim do primeiro tempo.

Polônia volta devagar, e Grécia empata
Na volta para o segundo tempo, mesmo com um homem a mais, a Polônia entrou num ritmo mais cadenciado. E acabou pagando caro por isso logo aos seis minutos, curiosamente, numa jogada muito parecida com a do gol marcado na etapa inicial.
O lateral-direito Torossidis cruzou para o centroavante Gekas. Ao tentar cortar o lance, o goleiro Szczesny, do Arsenal, se atrapalhou com o zagueiro Wasilewski e a bola sobrou para Salpingids. O atacante do PAOK, que havia entrado no intervalo na vaga de Ninis, de carrinho, empurrou para o gol vazio.
Festa dos poucos gregos que, por instantes, calaram os barulhentos poloneses no abarrotado Estádio Nacional de Varsóvia.
O tento sofrido deu uma leve desanimada nos anfitriões que, embora seguissem donos do jogo, viam os gregos chegarem com mais perigo do que no primeiro tempo.
Goleiro reserva salva a Polônia

No entanto, os deuses gregos pareciam estar do lado polonês. O goleiro reserva Tyton, que entrou na vaga do meia Rybus, defendeu o pênalti cobrado pelo experiente capitão Karagounis. Delírio alvirrubro.
Em igualdade de condições, poloneses e helênicos se lançaram ao ataque em busca do gol da vitória, que acabou não saindo. Mas, mesmo sem um vencedor, a primeira partida da Eurocopa deixou a impressão de que o torneio promete, no mínimo, muita emoção. Não por acaso, as duas equipes saíram de campo aplaudidas.
| Szczęsny, Piszczek, Wasilewski, Perquis e Boenisch; Polanski, Murawski, Rybus (Tytoń), Obraniak e Kuba; Lewandowski. | Chalkias, Torossidis, Papastathopoulos, A. Papadopoulos (K. Papadopoulos) e Holebas; Maniatis, Karagounis e Katsouranis; Ninis (Salpingidis), Samaras e Gekas (Fortounis). |
| T: Franciszek Smuda | T: Fernando Santos |
| Gols: Lewandowski, aos 17 minutos do primeiro tempo; Salpingidis, aos seis minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Papastathopoulos, Holebas, Karagounis (Grécia). Cartões vermelho: Papastathopoulos (Grécia); Szczęsny (Polônia). | |
| Estádio: Nacional de Varsóvia (Polônia). Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha). Público: 56.070. | |
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