sexta-feira, 1 de junho de 2012

Gladiador de aço: tolerância à dor vira trunfo de Kleber na recuperação

Jogador do Grêmio se recuperou de cirurgia na fíbula em apenas dois meses. Apesar de curto, prazo não causou surpresa para médicos

Por Hector Werlang e Lucas Rizzatti Porto Alegre
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kleber gladiador grêmio treino (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)Kleber está voando fisicamente em seu retorno
(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Quando Kleber fraturou a fíbula em março, pairava o frustrante prazo de até cinco meses de recuperação, justamente para a maior contratação do Grêmio em 2012. Eis que, 60 dias depois, o atacante já está de volta, chuteiras nos pés e bolas na rede - como foi no treino desta quinta-feira no suplementar do Olímpico. Milagre? Não, rechaçam os cautelosos médicos azuis. A fortaleza física do Gladiador explica.
De acordo com o diretor médico do Grêmio, Marcio Bolzoni, não houve antecipação no prazo previsto. Kleber, na verdade, conseguiu se recuperar na data mais otimista que havia sido estipulada pela equipe médica.
A "tolerância à dor" do Gladiador foi o fator principal na luta contra o relógio, fazendo com que ele não interrompesse as etapas do tratamento. Assim, foi possível evoluir de corridas leves a mudanças de direção e, depois, trabalhos com bola de uma maneira constante e veloz.
- A recuperação causou satisfação e alegria, mas não surpresa. No pós-cirurgico, falamos entre três e quatro meses. Mas dois meses também era um prazo possível - confirma Bolzoni. - Não existe super-homem ou milagres. O Kleber é um cara valente e corajoso, teve maior tolerância àquilo que poderia ser desconfortável.
Não existe super-homem ou milagres. O Kleber é um cara valente e corajoso, teve maior tolerância àquilo que poderia ser desconfortável."
Marcio Bolzoni, médico do Grêmio
O preparador físico Paulo Paixão endossa a avaliação do médico gremista. Vê Kleber com uma estrutura física diferenciada, que o coloca com menos chance de lesões futuras.

A fratura na fíbula da perna direita, portanto, surge como uma fatalidade com pouco espaço para repetição.
- Kleber tem uma estrutura física invejável. É muito forte. É um jogador pouco propenso a lesão - aponta Paixão.
Gladiador e suas cinco cirurgias
Entrar numa sala de operações não é novidade para Kleber. Antes de corrigir a fíbula fraturada, o jogador, 28 anos, já havia passado por quatro cirurgias: pubis, joelhos e nariz (duas vezes). Segundo Bolzoni, essa vivência é outro fator emblemático na recuperação.
- Todas as experiências ajudam. Deixa o jogador mais maduro, se perdem os medos. Isso ajudou - exalta o médico.
Gladiador em 60 dias: o calendário da recuperação
kleber gladiador grêmio caxias muletas (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
- Lesão aconteceu em 25 de março
- Cirurgia, no dia seguinte
- As sessões de fisioterapia começaram 10 dias depois
- Fez o primeiro treino físico, no gramado suplementar, 40 dias depois. Até brincou com uma bola arriscando passes, dribles e chutes
- Calçou chuteira pela primeira vez, em 16 de maio, em mais um treino físico
- Entrou numa espécie de pré-temporada em 21 de maio
- Fez o primeiro treino com o grupo em 30 de maio, físico pela manhã e tático à tarde
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